Se quero mudar, por que é tão difícil?

Mudar pode causar resistência. Afinal, é justo que a mente queira segurança e previsibilidade, e geralmente conseguimos isso no que já é familiar para a gente. Alterar isso significa quebrar a lógica conhecida — mas não significa que só não queremos melhorar.

Entendendo a Homeostase

Mudar pode causar resistência. Afinal, é justo que a mente queira segurança e previsibilidade, e geralmente conseguimos isso no que já é familiar para a gente. Alterar isso significa quebrar a lógica conhecida — mas não significa que só não queremos melhorar.

Na Terapia Familiar Sistêmica, falamos de homeostase para nos referirmos àquele jeito de funcionar para preservar um equilíbrio, manter a estabilidade. Passamos a agir de uma determinada forma porque isso tem alguma função para nós. Buscar a homeostase, por si só, é inerente a cada um, e não precisamos definir como algo bom ou ruim. O problema é que, às vezes, os padrões que estabelecemos podem não fazer mais sentido (ou até causar danos).

E agora?

A boa notícia é que a nossa vida é dinâmica. Nenhum de nós continua a mesma pessoa que já foi: nós aprendemos, nos adaptamos. E tudo o que foi construído pode ser reconstruído — claro, se tivermos uma chance de tentar.

O setting terapêutico surge com a ideia de ser esse espaço seguro para experimentações. Nele, podemos pensar em novos posicionamentos, em atitudes diferentes. Sem julgamentos, sem desamparo e sem que surjam riscos com os quais não possamos lidar. Podemos, então, nos permitir construir novas referências, no nosso próprio ritmo.

Ou seja…

A mudança não necessariamente vai acontecer porque “tem algo errado”. Ela vem, em primeiro lugar, porque alguém pergunta: e se existisse outro jeito?

Talvez esse alguém seja você. E talvez, por mais desafiador que seja, não precise ser solitário.

– Post em colaboração com Dayana Mendes (CRP 06/177353), adaptado do Instagram

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